'Lembra Dele?' Fã de bronzeamento e shiatsu, Palhinha abre clínica

'Lembra Dele?' Fã de bronzeamento e shiatsu, Palhinha abre clínica

 

Ex-jogador do São Paulo e do Cruzeiro ajuda esposa na divulgação e lamenta preconceito. Na carreira, cita Fla como 'pior clube' pelo qual passou

 

Os treinos no gramado deram lugar ao shiatsu e à drenagem linfática na vida de Palhinha. Em vez da bola, a rotina do ex-atleta agora passa por ajudar a esposa a administrar uma clínica de estética na Mooca, em São Paulo, e aproveitar a maioria dos tratamentos que ela oferece. Da manicure ao bronzeamento artificial, passando pelo peeling de cristal. Nomes que seriam enigmas para muitos jogadores de futebol, mas que o ídolo de São Paulo e Cruzeiro aprendeu os significados antes mesmo das primeiras dores na sua estreia na depilação.

- A Karina (Garbelotti, esposa de Palhinha) é quem toma conta da clínica. Eu fico mais com a propaganda, falo sobre o lugar para todo mundo. Não vou muitas vezes lá. Mas quando vou, gosto de me cuidar. É importante se preocupar com a saúde. Quando se tem 43 anos, é preciso prestar mais atenção nessas coisas - disse o ex-jogador.

Palhinha conta que bronzeamento artificial e shiatsu estão em sua rotina. Mas também já experimentou depilação a laser, peeling de cristal (tratamento para atenuar cicratizes e rugas no rosto) e até mesmo drenagem linfática, que ajuda a eliminar gorduras do corpo.

- Sempre fui vaidoso, desde a época de jogador. Fazia limpeza de pele, cuidava da higiene das unhas. Agora estou me cuidando mais, é verdade. Muita gente acha que a clínica faz milagre, que é só fazer os tratamentos uma vez ou outra. Mas não existe isso. Tem que ir na academia e cuidar da alimentação também. A gordura não some, simplesmente - afirmou o ex-atleta, que tira suas medidas regularmente e faz exames médicos.

O Flamengo foi o pior clube pelo qual passei. Foram cinco meses ali"
Palhinha

Palhinha conta que alguns ex-companheiros de clubes já foram à clínica. Porém, preferiu não revelar nomes a pedido dos próprios amigos e lamentou que ainda exista preconceito com o assunto.

- Jogadores e artistas sempre vão lá, mas pedem para não contar. Infelizmente, ainda tem muita gente com falta de informação. Tem aquela coisa machista de que homem não pode fazer tratamentos estéticos. Isso é uma bobagem. Não tem nada a ver com sexualidade. É saúde. Alguns falam umas bobeiras, você ouve e faz de conta que não ouviu - lamentou.

O pai de cinco filhos garante que nunca ouviu nenhuma brincadeira deles. E, apesar dos mais velhos, frutos de outros relacionamentos, não morarem em São Paulo, acredita que não se importariam de também experimentar os tratamentos da clínica quando forem à capital paulista.

- Acho que iriam gostar – concluiu.

Alegria com São Paulo; decepção com Flamengo

 

Palhinha não trabalha mais com futebol. A única ligação que ainda tem com o esporte é através do São Paulo, time que mais o marcou na carreira, com a conquista do bicampeonato mundial interclubes em 1992 e 1993 (assista ao gol do meia na final). Atualmente, o ex-jogador viaja pelo Brasil para divulgar o projeto do Navio Tricolor, cruzeiro entre Santos, no litoral paulista, e Búzios, no Rio de Janeiro, que será realizado em abril de 2012 e celebrará os 20 anos da conquista do primeiro título mundial. Ele se juntará a Raí, Ronaldão e Ronaldo Luís, entre outros, e ainda fará um jogo exibição a bordo.

- O São Paulo marca a melhor época da minha carreira. Entrei lá em janeiro de 1992 e saí em janeiro de 1996. Só guardo boas lembranças daqueles dias dos dois Mundiais – lembrou.

No Cruzeiro, o ex-meia também teve uma boa trajetória.

- Em 1996, quando saí do São Paulo, fui campeão mineiro e da Copa do Brasil. Um ano depois, repetimos o título estadual e ainda conquistamos a Libertadores. Saí muito bem de lá - afirmou o ex-jogador, que depois de deixar Minas Gerais teve breve passagem pelo Mallorca, da Espanha.

 

Mas se o Tricolor  e a Raposa reservam bons momentos para Palhinha, outro clube nem tanto. Apesar de citar a ausência na convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 1994 como o capítulo mais triste de sua história no futebol, ele elege a passagem pelo Rio de Janeiro como a mais decepcionante da carreira.

- O Flamengo foi o pior clube pelo qual passei. Foram cinco meses ali. Tínhamos tudo para ser um grande time, com Romário, Júnior Baiano. Acabou que não saiu nada bem. Faltou mais de todos nós. Achávamos que por ter uma boa equipe ganharíamos tudo. Não foi assim. Faltou profissionalismo aos jogadores e à diretoria também – afirmou.

Depois que deixou o Flamengo, Palhinha foi para o Grêmio e teve passagens pelo futebol peruano e americano. Também trabalhou como técnico e empresário de jogadores, mas agora preferiu se dedicar apenas aos projetos de marketing, uma rotina mais tranqüila. E se algum evento der problema, não há com o que se preocupar. As massagens da clínica da esposa estão sempre à disposição.